segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Notícias breves

Eis algumas notícias que têm marcado a actualidade no início desta semana:

Confrontos em Hong Kong: os manifestantes pró-democracia não desarmam e mantêm, há largas semanas, os acampamentos e os protestos no centro financeiro e político desta Região Administrativa Especial chinesa. Nos últimos dias, a polícia aumentou a violência empregue contra os manifestantes com o objectivo de os desalojar e acabar de vez com o processo. Aparentemente, o resultado foi o contrário: não só os manifestantes têm cada vez mais apoio da população de Hong Kong, como as imagens da violência se espalharam rapidamente por todo o Mundo.


Cargas policiais deste fim-de-semana em Hong Kong (imagens: Agência Reuters)


Eleições no Uruguai: Depois de nenhum candidato ter conseguido os 50% dos votos necessários para ser eleito logo na primeira volta a 26 de Outubro, os uruguaios voltaram ontem, 30 de Novembro, às urnas, para escolher um dos dois candidatos mais votados- Tabaré Vásquez ou Luis Lacalle Pou- para ocupar o cargo de Presidente da República. Segundo as sondagens à boca das urnas, a vitória terá sorrido ao candidato de esquerda, Vásquez, com cerca de 53% dos votos. O novo presidente é do mesmo partido do seu antecessor, José Mujica- o "Frente Amplio"- e já ocupou o cargo entre 2005 e 2010.

 Ver também o post:  Eleições no Brasil, Ucrânia, Tunísia e Uruguai

 Tabaré Vásquez, da coligação Frente Amplio, será o próximo Presidente do Uruguai


Eleições na Moldávia: Um dos mais importantes actos eleitorais do ano realizou-se num dos mais pequenos países da Europa. Com uma sociedade profundamente dividida entre os pró-ocidentais e os pró-russos, a Moldávia foi às urnas e, de acordo com os resultados já apurados, apesar de o partido vencedor ter sido o Partido Socialista, pró-russo, estima-se que as forças pró-União Europeia, no seu conjunto, consigam formar governo. A Moldávia assinou recentemente um acordo de associação com a União Europeia, e os pró-europeus pretendem a integração do país (cuja maioria do território pertenceu à Roménia até à 2ª Guerra Mundial) na UE; no entanto, os pró-russos defendem uma maior reaproximação a Moscovo (a Moldávia pertenceu à União Soviética entre o final da 2ª Guerra Mundial e os anos 90) e o corte dos laços com o Ocidente. A situação é potencialmente explosiva, havendo o perigo de descambar num conflito idêntico ao ocorrido na vizinha Ucrânia.

 A escolha entre Rússia e Europa dominou as Eleições Legislativas na Moldávia, como se pode ver pelos cartazes espalhados pelas ruas de Chisinau. (imagem Deutsche Welle)


União Europeia: Donald Tusk, até há pouco tempo Primeiro-Ministro da Polónia, tomou posse como Presidente do Conselho Europeu para um mandato de 3 anos, sucedendo ao belga Herman Von Rompuy. Ficam assim empossados todos os novos cargos da União Europeia que reflectem a realidade política saída das Eleições Europeias de Maio último: o ex-Primeiro-Ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, sucedeu a Durão Barroso como Presidente da Comissão Europeia; Donald Tusk ocupa agora a Presidência do Conselho Europeu; e Martin Schulz continua como Presidente do Parlamento Europeu. A escolha de um liberal polaco para ser a segunda figura mais importante da União reflecte o novo período, mais conturbado, de relações com a Rússia e o seu bloco económico, uma vez que a Polónia, vizinha dos russos e já invadida por estes várias vezes ao longo da história, é um dos países que mais se tem oposto à política expansionista de Vladimir Putin.

 Da esquerda para a direita: Donald Tusk, Herman Van Rompuy, Durão Barroso e Jean-Claude Juncker.